Sensibilidade não é fraqueza

(Imagem: not-exist)

As pessoas têm a péssima mania de assimilar sensibilidade à fraqueza. Costumam se gabar por não chorarem por qualquer coisa ou não se apegarem à pessoas e detalhes, mas escondem dentro de si inúmeras frustrações por palavras que nunca foram ditas. Nos relacionamentos são os últimos que dão o braço à torcer e que consequentemente se frustram ao perceberem que as coisas não acontecem da forma que a gente quer.

Chorar com as decepções, enfrentar o luto de um fim de relacionamento ou simplesmente encher a pessoa amada de palavras bonitas são coisas que só àqueles que são plenos com aquilo que sentem são capazes de fazer. Ser sensível é ser forte o suficiente para continuar vivendo intensamente cada momento em sua peculiaridade. É ter coragem para chorar nos dias maus ou para gritar sua felicidade ao mundo nos dias bons. É ter força para não deixar que os altos e baixos da vida estraguem aquilo que a gente tem de melhor: a nossa alma.

Muitos vivem a vida, mas não percebem que para que haja algum aprendizado nesse pouco tempo que nos é dado é preciso que estejamos conectados intensamente com cada experiência. Hoje, tenho orgulho de dizer que sou um cara sensível, pois foi em cada gesto de amor, tanto os que foram retribuídos quanto os mal recebidos, que eu aprendi que a vida nada mais é do que um reflexo da visão que temos dela. É como diz o ditado: "a gente dá aquilo que a gente tem", por isso, não tenha medo de amar, chorar, gritar, sofrer. Não tenha medo de viver! 

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